:: Fala Professor! ::

Olá

Nesta apresentação deste espaço, vamos mostrar o trabalho do Prof. Pio Santana, que assume esta editoria, para nos mostrar, a cada novo número, o trabalho de professores que, como ele, fazem nas escolas desse nosso Brasil.

Mostramos um pouco do trabalho do Pio, para que você conheça e, principalmente, se motive a mostrar o seu! Para enviar seu trabalho, basta nos escrever, enviando a ficha de inscrição preenchida e mandando as imagens/fotos da sua experiência. Quem sabe no próximo número da Art& não é você quem está aqui?

Com vocês, o Editor Responsável: Prof. Pio Santana.

1. Nome do professor e local de trabalho.

Pio Santana - EE Prof° José Ribeiro de Souza. Rua Sergio Cardoso, 15, Jardim Bussocaba. 06056-420 – Osasco/SP. 011 3609.7233 e 3694.3515 e EMEF Maestro Domingos Blasco. Rua Luciano Francisco da Silva, 50, Jardim Belmonte. 06045-360 – Osasco/SP. 011 3609.2055 e 3692.9525.

2. Formação do professor.

Faculdade de Educação Artística, com habilitação em Artes Plásticas.

3. Quais as principais influências e/ou teóricos que norteiam seus trabalhos?

John Dewey, Paulo Freire, Ana Mae Barbosa, Mirian Celeste Martins.

4. Experiência profissional geral.

Após uma experiência em trabalho bancário de dezenove anos, passei a exercer a profissão de Professor da educação básica – Ensino Fundamental e Médio desde 1999. Descobri, com essa mudança, que fiz bem a mim mesmo e ao mundo. Apesar das dificuldades da profissão, gosto muito da sala de aula, do contato com crianças e adolescentes e de estar o tempo todo trabalhando com arte. Tenho também uma produção poética que faz parte de meus objetivos de vida.

5. Dados da experiência relatada:

a. Onde aconteceu? (escola, cidade, etc.)

EE Prof° José Ribeiro de Souza. Rua Sergio Cardoso, 15, Jardim Bussocaba. 06056-420 – Osasco/SP. 011 3609.7233 e 3694.3515. Email: ribeiro@deosasco.com.br

b. Com que série/cursos a proposta foi desenvolvida?

Com alunos de 7ª e 8ª do Ens. Fundamental e 1ª série do Ens. Médio.

c. Quais os objetivos originais da(s) proposta(s) apresentada(s)?

Estudar arte contemporânea, com ênfase na linguagem da performance.

d. Quais os resultados esperados?

Minha expectativa era fazer os alunos perceberem que a performance é uma linguagem das artes visuais, que propõe um trabalho com o corpo do artista ou do outro, incluindo, se necessário, outros elementos. Com essa proposta eu desejava obter algum resultado cognitivo.

e. Quais os resultados obtidos?

Em primeiro lugar e bem preparados, em sala de aula, fomos visitar a exposição: O Corpo na Arte Contemporânea Brasileira, em abril/2005. Após a visita houve um interesse muito grande em conhecer e recriar a linguagem em estudo. Para minha surpresa, os resultados foram surpreendentes.

f. Quais as principais dificuldades encontradas?

Sinceramente não tive dificuldades. Trabalhei em sala de aula conceitos da arte contemporânea, mostrei imagens de várias performances e pedi o máximo de respeito pelos trabalhos criados por eles. A exposição serviu de plataforma contextual, contribuindo e muito para os alunos se situarem. O nosso olhar estava mais focado para as performances e os educadores da Instituição – Itaúcultural, me ajudaram.

6. Qual a motivação para continuar “em frente” mesmo com as dificuldades?

Como disse, não tive dificuldades e continuar em frente é uma questão de prazer em ver os alunos despertando o olhar, criando suas poéticas e experienciando as relações do corpo com as coisas do mundo, na arte.

7. Por quê faz isso?

Para educá-los como cidadãos e mantê-los em contato com arte contemporânea.

8. Quais os planos futuros?

Um projeto de ensino da arte contemporânea na sala de aula e suas diversas linguagens, através de um jogo.

9.  “A palavra é sua”:

Quero agradecer ao convite da Profª. Me. Jurema Luzia de Freitas Sampaio Ralha, e a oportunidade de estar ocupando este espaço, desta Revista tão bacana, com pessoas tão especiais que trabalham em favor da arte/educação.

Sinto-me honrado e preocupado com o peso da responsabilidade do desafio em mostrar trabalhos de outros educadores. Para mim será um novo aprendizado. Como disse Paulo Freire: “Ninguém nasce feito, ninguém nasce marcado para ser isso ou aquilo. Pelo contrário, nos tornamos isso ou aquilo. Somos programados, mas, para aprender. A nossa inteligência se inventa e se promove no exercício social de nosso corpo consciente. Se constrói. Não é um dado que, em nós, seja um a priori da nossa história individual e social."

FOTOS

Revista Digital Art& - ISSN 1806-2962 - Ano III - Número 04 - Outubro de 2005 - Webmaster - Todos os Direitos Reservados