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:: Coordenação de Divulgação e Relações Acadêmicas :: Coordenação
da Profª. Drdª. Núria
Pons Vilardell Camas [1] Compor um
Editorial sobre Coordenação de Divulgação e Relações Acadêmicas poderia
soar estranho num primeiro momento, porque trazer ao público o que é coordenação
de divulgação e relações acadêmicos, seria no mínimo prepotente se não
caminhássemos pela concepção da arte e da ciência. E aqui, gostaria de pedir licença ao Goft (2003, s.p.)[i], quando brilhantemente presenteou-nos com a Espiral da Cultura Científica, e nos remeteu seu entender quanto a arte e a ciência: De nosso ponto de vista, embora haja distinções teóricas e metodológicas fundamentais entre arte e ciência, há entre elas algo poderosamente comum. Trata-se da finalidade compartilhada por ambas, que é a da criação e a da geração de conhecimento, através da formulação de conceitos abstratos e ao mesmo tempo, por paradoxal que pareça, tangíveis e concretos. No caso da ciência essa tangibilidade e concretude se dá pela demonstração lógica e pela experiência; no caso da arte, pela sensibilização do conceito em metáfora e pela vivência. Neste sentido, entendo que a vivência/conhecimento para nossa contemporaneidade, deva ser registrada de maneira que possa gerar a re-construção do conhecimento, já que conhecimento é uma construção social, fruto das interações sociais, do caminhar histórico do pensamento de homens e mulheres. Sendo assim, o conhecimento é uma obra de arte, um Parangolé (Hélio Oiticica), desta forma, a obra requer "completação" e não somente a contemplação. A vivência/conhecimento, no que tange a ciência, segue a necessidade da legitimação para o reconhecimento e a dita validade científica. Para que haja a contribuição efetiva no desenvolvimento da ciência, é necessário que se registre e difunda aquilo que se pesquisou, via de regra esta difusão é feita em forma de publicação, passando pela aceitação dos pares que participam do campo científico em questão. É nas Instituições de Ensino Superior que se dá, também, a ágora da produção científica. Enquanto instituições norteadas pela tríade da pesquisa-ensino-extensão, assumem papel importante tanto na produção, quanto na divulgação do conhecimento científico, não só pela prestação de contas à sociedade, mas como atividade que serve de estimulo e dinamiza as relações internas e externas da própria instituição. A universidade é o local da criação, como bem nos diria Dallari[ii] (1985) e nos complementaria Severino[iii] (2001), é na Universidade que o processo de ensino-aprendizagem dá-se pela produção, sistematização e divulgação do conhecimento que se produz. Será neste contexto que dialogarei com o leitor, estudante, professor, artista, pesquisador, "participador" que se insere em nosso contexto histórico, nos próximos editoriais. [1] Professora doutoranda-pesquisadora financiada pelo CNPq do eixo temático Tecnologias de Informação e Comunicação, Educação: Currículo – PUCSP. Mestre em Educação Formação de Professores e Avaliação Educacional (PUC-Campinas). [i] VOGT, Carlos. A Espiral da Cultura Científica. Revista Com Ciência. Disponível em: http://www.comciencia.br . Último acesso em 10/07/2003. [ii] DALLARI, D. A. Universidade, estado e autonomia. Ciência e Cultura, São Paulo, v.37, n.7, p.7-13, 1985. [iii] SEVERINO, A. J. A Importância do ler e do Escrever no Ensino Superior. CASTANHO, S.; CASTANHO, M. E. (ORGs.) Temas e Textos em Metodologia do Ensino Superior. Campinas: Papirus Editora, 2001. Núria
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Revista Digital Art& - ISSN 1806-2962 - Ano IV - Número 06 - Outubro de 2006 - Webmaster - Todos os Direitos Reservados