:: Eventos Comentados ::

Editora Responsável: Prof.ª Me. Itamar Alves Leal dos Santos.

Após uma edição de ausência, “Cá estou eu!”, agora de volta a São Paulo, para comentar alguns cursos de formação continuada, que acontecem em São Paulo, direcionados a professores, não necessariamente professores de Artes. Vou falar em especial de três cursos que participei aqui como aluna.

Algumas dificuldades que os participantes encontram:

são presenciais, existe a necessidade de deslocamento físico dos participantes, e com o trânsito caótico da capital, qualquer deslocamento acarreta em perda de tempo no trânsito;
acontece durante o período letivo e em horários que o profissional está em sala de aula;
são cursos opcionais, desta forma não existe a dispensa de ponto para quem participa.

Algumas vantagens:

os cursos são grátis, pelo menos para os professores da Rede Pública de Educação;
os participantes recebem material impresso, e muitas informações que podem ser aplicadas em seu cotidiano;
além da parte teórica, muito bem fundamentada, também contam com a parte prática e o debate da vivência dos professores.

Importante: Os cursos foram divulgados no Diário Oficial da Cidade de São Paulo, em tempo hábil para que os professores conseguissem fazer suas inscrições.

Você faz parte II, 1964 [1]
Madeira, aço cromado, espelho e aglomerado de madeira,
111,3 x 111,3 x 10,2 cm
Doação do Artista

 

 

 

 

 

Primeiro curso a ser comentado:

Programa Acervo: Roteiros de Visita

Apoio VITAE – MAC USP

Primeiro e segundo semestre de 2006

Sexta-Feira – período da manhã

Como diz Francoio[2]: “Acervo: Roteiros de Visita foi criado com o objetivo de estimular a proximidade de professores e alunos com as obras do acervo do MAC USP, por meio de recursos que auxiliem no planejamento, no aproveitamento e no desdobramento das visitas ao museu.”  Com apoio da VITAE o MAC USP produziu uma coleção com 50 reproduções de obras do acervo do MAC USP que podem ser emprestadas aos professores, desde que estes façam um projeto e submeta-o à equipe da DTCEA que irá debater e verificar a utilização das reproduções.

Foram confeccionadas também 50 fichas técnicas, uma para cada obra, estas podem ser consultadas e copiadas no site do MAC. Encontramos, em cada ficha, um roteiro contextualizado com detalhes da obra que foi reproduzida, informações sobre o artista, sugestões de atividades e bibliografia.

Relação das 50 fichas [3]:
Alex Vallauri
Alexander Calder
Alfredo Volpi
Amadeo Modigliani
Amilcar de Castro
Anita Malfatti
Antonio Bandeira
Cândido Portinari
Cesar Domela
Christo Javacheff
Cildo Meireles
Emiliano Di Cavalcanti
Fernand Léger
Flavio de Carvalho
Francis Picabia
Georges Braque
Giacomo Balla
Giorgio de Chirico
Giorgio Morandi
Hélio Oiticica
Henri Matisse
Henry Moore
Ibere Camargo
Iran do Espírito Santo
Ismael Nery Ivan Serpa
Joan Miró
Josef Albers
José Resende
Kenny Scharf
Kurt Schwitters
Lasar Segall
Leda Catunda
Lygia Clark
Lucio Fontana
Marc Chagall
Max Bill
Mira Schendel
Nelson Leirner

Nuno Ramos
Pablo Picasso
Pierre Soulages
Regina Silveira
Robert Rauschenberg

Tarsila do Amaral
Tomie Ohtake
Umberto Boccioni
Victor Brecheret
Waldemar Cordeiro
Wassily Kadinsky

O curso contou com momentos de aulas expositivas, debates, oficinas, visita ao MAC, jogos e brincadeiras, leituras individuais, fichamento de textos, divulgação de evento e publicações, atividades práticas na escola, seminário de apresentação do trabalho desenvolvido na escola, acompanhamento pós-exposição, etc.

Segundo a Elza[4]A DTCEA [...] têm como objetivo geral favorecer um contato mais efetivo entre a obra e público visitante, especialmente professores e estudantes”. Desta forma o programa Acervo: Roteiros de Visitas, cumpre totalmente o objetivo que está proposto em toda a divisão. Pois envolveu professores das redes públicas (estado e municípios) e particular. Dentre eles professores da Educação Básica (educação infantil, ensino fundamental, médio e educação de jovens e adultos). Professores (as) de diversas áreas, o que possibilitou um olhar amplo, a partir da descrição do aluno após a vivência.

Segundo evento comentado:

Projeto Ler e Escrever – Artes

PMSP - SME - DOT - Pólo Unisa – Santo Amaro (terça-feira, período da manhã)

O curso tem a finalidade de levar os alunos a reflexão e prática da Arte-Educação, em Sala de Aula, com enfoque não só nas Artes Visuais, mas também ao ato de Ler e Escrever.

O objetivo do curso é auxiliar os professores de Artes no tocante a sua prática cotidiana.

Partimos de algumas reproduções de obras de artes, analisamos seguindo o roteiro de perguntas do Ott. Logo a seguir tentamos produzir um texto escrito, com base no que havíamos acabado de debater. Estamos tendo acesso a livros de Artes para a Educação Infantil, Ciclo I e II do Ensino Fundamental. Analisamos o material e a partir da análise produzimos textos e participamos de dinâmicas.

Cada participante após a aula, leva para sua escola suas anotações e o material impresso distribuído pela docente (Luciana). Este material deve servir de estímulo para sua prática cotidiana. Na aula seguinte é debatido o resultado obtido após a aula anterior. Retomamos o processo. Desde o início estamos num movimento de ida e volta, onde temos acesso a reproduções de obras de arte e textos. Sempre contextualizando a prática a partir do material exposto. Durante todo o curso estamos produzindo um livro infanto/juvenil sobre Arte, com base em todos os conteúdos abordados em sala de aula.

O Terceiro Evento:

Curso preparatório para visita monitorada a Bienal de São Paulo.

Fundação Bienal – Parque do Ibirapuera – SP

Curso com duração de 08 horas.

Durante o curso foi feita uma retrospectiva da Bienal de SP e uma panorâmica das Bienais no Mundo. Analisamos um exemplar da FICHA que os participantes devem  receber ainda no mês de setembro. Aqui o público era composto somente de professores de Artes dos últimos quatro anos do Ensino Fundamental, o que veio a facilitar o andamento da capacitação.

Os participantes do curso devem receber uma caixa com 24 fichas, e em cada ficha um conjunto de quatro sugestões de atividades. Cada participante do curso tem garantido o direito a agendar a ida de 40 alunos à Bienal de São Paulo.

Concluindo, o que estou notando é que muitas instituições estão percebendo o quanto os professores de Artes necessitam de material de classe para poderem utilizar em suas aulas. No caso, quem participou destes cursos já contam com um bom saldo positivo de materiais à sua disposição, entre eles:

- 50 fichas do MAC-USP

- 24 fichas da Fundação Bienal de São Paulo

- cópias de textos do curso da UNISA,

 Vamos nos organizar. Ler as publicações que divulgam eventos, inclusive a Revista Art&. Desta forma ficaremos com informados e com maiores chances de aproveitar os cursos de capacitação.

Boa Sorte a todos, bons estudos.

Abraços

Yta

Prof.ª Me. Itamar Alves Leal dos Santos.

Editora de Eventos Comentados

ISSN 1806-2962

NOTAS:

[1] Disponível na ficha 25 no site http://www.macvirtual.usp.br/mac/templates/projetos/roteiro/PDF/25.pdf Visitado em 10/09/2006.

[2] FRANCOIO, Maria Aângela Serri. Divisão Técnico-científica de Educação e Arte (DTCEA). Docente do curso. Disponível no site: http://www.macvirtual.usp.br/mac/templates/projetos/roteiro/roteiro.asp  Visitado em 10/09/2006.

[3] Relação das obras por ficha e por ordem alfabética, disponível no site http://www.macvirtual.usp.br/mac/templates/projetos/roteiro/fichas.asp  Visitado em 10/09/2006.

[4]AJZENBERG, Elza. Diretora do MAC USP.

Revista Digital Art& - ISSN 1806-2962 - Ano IV - Número 06 - Outubro de 2006 - Webmaster - Todos os Direitos Reservados