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Março
termina e com ele vão-se as águas do verão. O outono sugere belas tardes
cada vez mais frias, para serem degustadas com livros que nos apaixonem,
que nos sejam úteis ou que apenas nos dêem o prazer genuíno de lê-los.
É assim com “Explicando a Filosofia com Arte”, livro premiado que junta
dois assuntos absolutamente agradáveis: a Arte e a Filosofia. E, já que
falamos de coisas agradáveis, nada melhor que saber que nossos filhos,
netos, amigos podem ter a oportunidade de aprender numa escola diferente,
verdadeiramente voltada para o ensino criativo. Este é o tema de “Filhos
Felizes na escola”, uma viagem, passo-a-passo pela teoria e prática dentro
da Pedagogia Waldorf. E com certeza o livro “Explorando o universo da
música” pode ser usado numa escola Waldorf, pois nos fala de confecção
de instrumentos e musicalização. No livro “Cor, som e movimento - a expressão
plástica, musical e dramática no cotidiano da escola” vamos encontrar
novas práticas imaginativas para a escola. Em “Encruzilhada do olhar”
somos convidados a um olhar que toca, sente e vê. Por fim “Gesto Inacabado:
processo de criação artística” , uma viagem através dos processos criativos.
Gisele Torres
Martine e Martha Prata-Linhares
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Cor,
som e movimento - a expressão plástica, musical e dramática no cotidiano
da escola.
Susana
Rangel Vieira da Cunha (Org.)
Mediação
editora, 1999.
134
páginas
Quatro
educadoras em arte-educação infantil apresentam uma reflexão sobre
as práticas que envolvem as artes cênicas, a música e as artes visuais..
Apresentam novas concepções de ensino das artes plásticas, da
música e da expressão dramática, apontando várias sugestões para
trabalhar de forma criativa e com a imaginação das crianças, usando
tintas, cores, sons e movimentos.
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Encruzilhadas
do olhar no ensino das artes
Anna
Rita Ferreira de Araújo
Mediação
editora, 2007
112
páginas
Esse
livro é um convite ao olhar. Anna Rita escreve sobre a leitura da
arte na escola. Aborda questões relativas à percepção, apreciação,
leitura visual e suas relações com o ensino de arte, o professor
e o aluno. Sua proposta é que a prática pedagógica tenha como
caminho a vivência com os alunos e as relações estabelecidas por
eles com suas história de vida, cultura e conhecimentos. Faz associações
teóricas com a fenomenologia de Merleau-Ponty sobre a apreciação
estética. Para ela o “olhar se faz pelo corpo num entrelaçamento
de sentidos, percepções e consciência. Neste sentido o olhar não
apenas vê, ele olha, toca, sente e compreende o mundo e principalmente
o é, com o mundo”.
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Explicando
a Filosofia com Arte
200
páginas
Este
livro não é um manual de Filosofia. O que o filósofo Charles Feitosa
faz, é apresentar uma breve história da filosofia com ajuda da arte
(ou vice-versa?), que tanto pode estar representada numa pintura
renascentista, como no filme Matrix, no desenho Os Simpsons ou no
conjunto de rock Sex Pistols. Repleto de ilustrações, o livro nos
mostra que a antiga imagem do filósofo que vive sozinho e isolado
do mundo e criou impacto em Rembrandt, cujo quadro “Filósofo meditando”
aparece no livro, de certa maneira continua impactando-nos até hoje,
pois ‘desprezamos’ a Filosofia, pela ausência de resultados concretos
e imediatos na sua aplicabilidade. Feitosa, doutor em Filosofia
pela Universidade de Freiburg, Alemanha, ressalta que a Arte, tal
como a Filosofia, modifica o nosso olhar sobre o mundo real e prepara
terreno para a criação de mundos novos. A comparação feita no livro,
entre o filme “Matrix” e a “Caverna de Platão” trata exatamente
do questionamento sobre o real e da admissão da pluralidade de verdades
que traz consigo mais liberdade e alegria. Prêmio Jabuti 2005 na
categoria Didáticos, este livro encara todas as dúvidas filosóficas
de forma criativa por meio da qual o autor busca envolver o leitor
e instigá-lo a pensar enquanto atitude voltada ao prazer, e não,
o contrário.
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Explorando
o Universo da Música,
da
Série Pensamento e Ação no Magistério
196
páginas
Este
livro, de extrema importância para formadores de educadores em música,
traz informações sobre o surgimento desta arte, sobre
os
sons, ritmo, instrumentos musicais (e como faze-los na escola),
jogos musicais, sons corporais, temas, música brasileira e várias
partituras. Sua riqueza consiste em trazer, aliado à parte teórica,
muita prática para quem deseja trabalhar com musicalização. Até
mesmo para pais que desejem iniciar seus filhos na música, ele vale
a pena. Seu principal mérito, entretanto, é ressaltar a importância
e a necessidade de um ambiente musical na escola, no qual a criança,
além de cantar, ouvir música e dançar, possa manipular e confeccionar
seus próprios instrumentos. A exploração da curiosidade musical
e o sentido da música como parte do sentido da vida, afirmado por
um dos alunos de Nicole, que, tendo encontrado a mestra na rua,
após anos de afastamento, perguntou-lhe se ela ainda ensinava aos
alunos como é bom tocar música, pois quando algo não caminhava bem
com ele, tomava da flauta, tocava e tudo parecia melhorar...
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Filhos
Felizes na Escola: Pedagogia Waldorf, o ensino pela arte
Helena
Trevisan, com a colaboração de Ana Angélica Mascarenhas e Patrícia
de Oliveira Lima
Universitária
Trevisan Editora
190
páginas
Como
uma das autoras coloca na contracapa do livro, 'Filhos Felizes na
Escola' é um gostoso bate-papo numa tarde de outono bebericando
um chá entre amigos. De forma leve e sempre muito bem humorada,
vamos sendo levados pelo dia-a-dia de uma escola onde a Pedagogia
Waldorf é utilizada. O ensino permeado por esta pedagogia leva os
alunos à formação holística e integral, incorporando ao que é intelectual
os sentimentos e pensamentos de forma espontânea e criativa. Os
conceitos da Pedagogia Wallorf são abordados de forma criativa.
Seus desdobramentos no Ensino Fundamental, por Componente Curricular,
e por faixa etária, sempre com ilustrações muito agradáveis e interessantes
tornam ainda mais prazerosa a viagem pelo livro. A coordenadora
do livro, Helena, teve um filho que estudou e tem um neto que estuda
numa escola Waldorf em São Paulo Desenvolveu
pesquisa com o corpo docente da escola e fora
dele,
a fim de corroborar teoricamente a vivência prática de mãe e avó
de alunos de uma escola Waldorf e partilhá-la conosco neste livro.
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Gesto
Inacabado: processo de criação artística
Cecília
Almeida Salles
Annablume
Editora, 2004
168
páginas
Esse
livro é uma reflexão sobre o processo criador. Através de estudos
de processos de criação em literatura, pintura e cinema, principalmente
pelas obras de Gabriel Garcia Márquez, Joan Miro, e Serguei Eisenstein
a autora nos leva pelos caminhos do movimento criador através do
que chama de “documentos de processo", que são todo e qualquer
registro material do processo criador, independentemente das linguagens
em que se inscreve. A autora é uma das pioneiras na pesquisa de
Crítica Genética no Brasil. A Crítica Genética nasceu na França
no final da década de 1960 e chegou ao Brasil por volta dos anos
80 dando continuidade aos pensamentos de sua origem francesa, que
era detectar nos manuscritos deixados por escritores, pistas que
pudessem dar conta de particularidades e generalidades do processo.
Com o tempo ampliou sua área de investigação, deixando de ser restrita
aos manuscritos literários, para produções de toda e qualquer mídia.
A proposta da autora é refletir sobre o ato criador, acompanhando
percursos criativos e tendo como ponto de partida pesquisas no campo
da crítica genética, com ênfase na manifestação do ato criador na
arte.Como nos fala a autora em seu livro a respeito dos documentos
de processo, vestigios deixados por artistas, “o contato com esse
material nos permite entrar na intimidade da criação artística e
assistir , ao vivo, a espetáculos, às vezes, somente intuídos e
imaginados”.
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Editoras
Responsáveis - Profª.
Gisele Torres Martini e Profª.
Drd. Martha Maria Prata Linhares
ISSN 1806-2962
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