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Trocando Figurinhas ::
Editora
Responsável: Mercedes Frigola
Caros leitores
(as),
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Mostramos
nesta edição algumas possibilidades de trabalho apropriadas
às aulas de Arte em ambientes digitais.
Geralmente,
quando um professor de Arte planeja aulas para serem desenvolvidas
com o uso de computadores e Internet, as primeiras idéias que
surgem são o uso de editores gráficos para criação de imagens
digitais e também tarefas de pesquisas biográficas ou sobre
movimentos artísticos e, é claro, a leitura de reproduções das
obras originais disponíveis na rede. As três opções são excelentes
soluções, tanto para a falta de material disponível nas escolas
para produção artística e pesquisas de nossos alunos, como também
para suprir a falta de material destinado aos professores, especialmente
reproduções de obras em papel de boa qualidade a preços acessíveis.
No entanto, há outros bons recursos disponíveis na Internet
que diversificam e enriquecem nosso trabalho, assim como as
produções práticas e o conhecimento teórico de nossos alunos.
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Mitos
que vêm da mata - O SESC disponibiliza em seu site várias
atividades sobre mitos e lendas em sua área infantil SESC
CURUMIM, na sub-área Mitos que vêm da mata (Fig.1). É possível ouvir a narração das
lendas estando conectado no site. Os jogos podem ser baixados
e instalados nas escolas, em
rede. Há cinco temas: A noite do lobisomem,
Quem tem medo do bicho-papão? , Curupira: O guardião das Matas,
Mistérios da Iara e Vamos prender o Saci? Cada jogo apresenta
inicialmente uma animação com áudio que traz a explicação sobre
o mito e a seguir surge uma série de jogos interativos, nos
quais o jogador é desafiado a utilizar seus conhecimentos sobre
o assunto. No jogo do Curupira, por exemplo, há caça-palavras
(Fig.2) relacionadas à natureza e outra atividade (Fig.3) em
que o usuário deve clicar sobre cenas que mostram ações prejudiciais
ao meio ambiente. Ao clicar, aparece o Curupira combatendo os
inimigos da natureza. Sugiro que primeiramente o professor apresente
os jogos projetando-os com o data-show e realize a interação
por alguns minutos, mostrando aos alunos como funcionam, para
então jogarem individualmente. Recomendo que utilizem fones
de ouvido, pois o som é intenso quando todos os computadores
rodam os jogos.
As
cinco atividades dão a oportunidade de trabalhar interdisciplinarmente,
costumam cativar alunos das oito séries do Ensino Fundamental
e são adequados inclusive na formação de Professores que atuem
com alunos nessa fase. Os professores podem utilizar esses recursos
tanto no início, no decorrer do desenvolvimento do conteúdo,
como também no final, encerrando o assunto.
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Fig.1

Fig.2

Fig.3
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Mr.
Picassohead – O site
apresenta uma atividade interativa (Fig.4) com a qual o usuário
cria rostos seguindo o estilo cubista. O site está em inglês,
mas é muito fácil de usar, além de ser um detalhe que pode gerar
trabalhos interdisciplinares.
Estão
à disposição no menu esquerdo(Fig.5) vários modelos de todas
as partes do rosto, além de formas abstratas, que são arrastadas
para a tela virtual à direita, onde compomos a imagem. No menu
inferior(Fig.6) encontramos a paleta de cores e ferramentas
para colorir, redimensionar, rotacionar, inverter e sobrepor
os elementos que colocamos na imagem.
Depois
de pronta, a figura pode ser enviada para uma conta de e-mail
ou publicada na galeria do site. As criações costumam resultar
mais interessantes quando os alunos já têm conhecimento prévio
sobre Cubismo, tendo estudado o assunto e apreciado algumas
obras ou reproduções. É interessante imprimir as produções e
criar variações em outros suportes, introduzindo elementos e
materiais novos. Outro desdobramento do trabalho pode ocorrer
publicando as imagens num blog para que os alunos analisem as
obras seguindo um roteiro pré-estabelecido pelo professor e
registrem ali suas opiniões, isso vale inclusive como uma prova,
uma avaliação formal do conteúdo desenvolvido.
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Fig.4

Fig.5

Fig.6
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É
fundamental, no entanto, que o professor pesquise, experimente
esses recursos antes de aplicá-los com seus alunos e estabeleça
roteiros de trabalho em cada etapa das atividades. Caso contrário,
o objetivo não será alcançado, pois, nos ambientes digitais,
é muito fácil perder o rumo, divagar e afastar-se da proposta
inicial. Os alunos têm de ser dirigidos, orientados a cada fase
para que consigam atingir os objetivos propostos pelo professor.
Caso
tenha experiências ou sugestões com trabalhos desse tipo, entre
em contato conosco
e leia também o “Projetos Pedagógicos” e o “Fala Professor”.
Mercedes Frigola
Editora do "Trocando Figurinhas"

ISSN 1806-2962
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